domingo, 18 de novembro de 2007

Entra, que a porta está aberta. Senta, a mesa estava posta pra te esperar. Aproveita, que enquanto ainda é sonho a gente aguenta. Me dá a mão, pra me sentir pulsar. Sorri, olha, dança comigo! Com você tão perto não consigo me conter... Tanta perfeição hoje é meu abrigo, vem logo! Amo você...





Sally

sábado, 3 de novembro de 2007

Sorria, esse é por ser quem você é!

Não é só por ser o amante perfeito, ou o namorado dedicado, é por ser minha primeira e única CERTEZA... Deitada no teu peito percebi o que me fazia falta: queria ser mais tua (!!!), uma impossibilidade. Queria ter sido um dos amigos da rua, ou não ter entrado tão tarde lá na escola. Queria ter te olhado nos olhos no dia em que ele se foi e ter sido sua companhia naquele Natal. Queria ter te oferecido um sorriso no dia em que você se deu conta de que estava só, e que todos eles eram responsabilidade sua. Queria ter estado na sala nos dias em que você parava atrás do sofá e não conseguia ir pro quarto dormir, até que acabasse o filme. Queria ter assistido ao seu primeiro salto, dado seu primeiro beijo no cinema e aproveitar cada mudança nas suas feições enquanto conferia o resultado do vestibular. Queria ter te dado a mão naquele show em que fomos, juntos, sem sequer nos conhecermos. Queria ter tido tudo, até, deitada com você, me dar conta de que sou feliz pelo que tenho, que isso é suficiente, e que essa história é a que quero pra mim.




playlist

1 - One (U2 feat. Mary J. Blige)
2 - Walking After You (Foo Fighters)
3 - 4 In The Morning (Gwen Stefani)
4 - Fluorescent (Gwen Stefani)
5 - In The Air Tonight (Phil Collins)
6 - You'll Be In My Heart (Phil Collins)

LOUDER:
Walking After You.





Sally. Sem palavras.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Do you feel the same?

Amanheceu estranho... O dia já se anunciava caótico enquanto abria os olhos. E ia ser pior. Depois de um fim de semana em busca da casa perfeita, dos 'matadores' num paintball nos confins de Campo Grande, da orgia de pizza que só colaborou com o aumento das minhas formas, já notoriamente redondas, do tombo na piscina e do fim de noite engraçado em que a gente lembrou o quanto era feliz lá no início da vida como conhecemos, só esse calor! O calor que não passava nem sob a água que saia do chuveiro, calor que impede que se use perfume, já que acabo sentindo náuseas, o calor que me fez querer morar na Patagônia! E, como não tinha jeito, eu não costumo rezar pra São Pedro e nem podia passar o dia na piscina, lá fui eu.
Me senti num filme do Tom Hanks: achei que a casa que fui visitar ia cair assim que eu batesse a porta! Meu humor não se abala de graça, mas estava um sol, um calor... Dia daqueles em que a gente esquece de bendizer o fato de ser carioca! Sublimei o assunto da casa assim que entrei no shopping. Almoço, gargalhadas, comprinhas e uma joelheira - o tombo na piscina terminou de acabar com meu joelhinho bichado. Táxi, Centro do Rio, mais calor, muito pior do que qualquer coisa que eu pudesse prever. Meu 'chefe' me deu mais um bolo - alguém não está com muita vontade de trabalhar - e meu humor aparentemente tinha terminado de vez. O telefone tocou e eu quis que fosse alguém que eu detesto, só pra poder mandar pro inferno, assim, por esporte, mas era ELE! Tenho idéia de que devo ter ficado com cara de idiota, provavelmente esqueci todas as outras coisas que tinha planejado fazer no dia e voltei pra o mesmo lugar de onde tinha saído a tão pouco tempo. Confesso que o shopping estava mais colorido, mais geladinho, mais agradável do que na hora do almoço. Confesso também que eu assiti a um filme que eu nunca veria com outra pessoa, e que adorei! Confesso que fiquei com vontade de que o mundo acabasse naquele instante. Aprendo demais com esses momentos, com as chances que a vida me dá para ser imensamente feliz. Quanto ao mau humor, acho que nem cheguei a sentir, de verdade...







Sally.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O descobrimento da América, ou tudo que já sei sobre o amor...

Claro que alguma responsabilidade nisso deve ser atribuida ao Ben Harper, ao Gaiman, ao André Vianco, possivelmente Nando Reis e Clint Eastwood também tem sua parcela de culpa. O Acaso, o Destino, a Vontade Divina, Zeus, Gaia ou quem quer que você chame de Autoridade Superior estava brincando de "The Sims - O Mundo do Amor Impossível" e James Morrison resolveu que devia ser cantor nesse momento, no dia em que cruzei seu caminho.
Engraçado como hoje já posso brincar com essa idéia, mas a verdade é que o amor não assusta, ele aterroriza! Põe seu mundo de cabeça pra baixo, te faz encarar os altos mais vertiginosos e os baixos mais dolorosos de toda sua vida - ainda bem que VOCÊ é o topo do meu Everest! - e você acaba gostando disso!!! O amor faz com que você conheça o verdadeiro sentido da palavra SAUDADE, mas nunca te permite estar sozinho, os pensamentos estão sempre em um turbilhão, a rotina só é se ELE está, e ELE está todo tempo no seu sorriso, na sua agenda, nas fotos do último feriado, no telefone que interrompe o ciclo infinito do trabalho, na roupa nova que só saiu da loja pra ficar bem num encontro com ELE, no espelho que reflete o seu rosto que desde o momento em que tocou no DELE, nunca mais foi seu.
E não é só sua imagem no espelho que você perde, o DVD que assistiria sossegado em casa perde o encanto diante da vontade de ir ao cinema de mãos dadas, a mania de comer um sanduíche na correria de todo dia é substituída por almoços intermináveis em que o prato servido é o menos importante e o prazer de ter aquela cama enorme some, se não for pra ficar enrolado em algo mais que seu edredon. Perde-se também horas de sono, mau humor, solidão, peso, perde-se o hábito de ter só água na geladeira, ganha-se vida, de uma qualidade que nem podíamos imaginar!
O amor me assustou, quando te conheci. Hoje é meu esconderijo, quando o resto do mundo não me agrada, é meu alimento quando tudo mais parece não dar certo. Hoje é só amor.





E isso tudo por um só motivo:


"Se eu passar mais um tempo sem vc eu fico louco!"












Sally, ele é perfeito. Pra mim.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Meu coração é meu guia.

Meu instrumento é a palavra.

E minha inspiração é você.


Era uma vez uma moça comum. Temperamental. Sentimental. Pisciana. Uma girafa de sandálias Havaianas (E Vermelhas). Uma louca quase normal. Uma contradição. Ela gostava de música pop, sorvete napolitano e frases perdidas em post-its. Ela era doce. (Mas tambem sabia ser ácida). Fazia caras e bocas e uma mania estranha de escrever em tudo o que é canto. Ela acreditava em amor de verdade, gostava de ler e estava cansada. Cansada de amar errado. Cansada de dar sem receber. Cansada de dar satisfação. Cansada de acreditar nas pessoas e de chorar debaixo de seus óculos. Um belo dia, a moça comum conheceu um moço tatuado. (Meu Deus, que e não é que o tamanho encaixava?!). Ele gostava de MPB, venerava o Flamengo e era amante da preguiça. Mesmo assim, ele era encantado. E tinha um cheiro maravilhoso que morava num lugar exato: entre o pescoço e o primeiro ossinho do ombro. Dizem por aí que eles não combinam em quase NADA. Mas tenho que discordar: o pouco em que combinam é TUDO. Hoje, depois de tudo, eles amam igual. Eles sentem igual. Eles não têm medo!! Eles são o que são um com o outro e se gostam assim. Trocam desejos. Emprestam o coração. E se dão. Todo dia. O tempo todo. O amor deles não tem tamanho. É maior que tudo. É tamanho único. Único para eles que - ao recomeçarem - pensaram: taí o amor que eu quero pra mim.

(Esse texto é dedicado ao André. Que hoje, me faz acreditar, todo dia, que amor não é só uma palavra bonita. Amor de verdade existe. E faz a gente ser feliz, apesar de tudo. E sempre.)
Ela lembra dele e sorri. Pensa em suas palavras, em tudo o que elas significam e sonha. A felicidade cabe em poucas linhas, dentro de uma caixa mágica...





Sally.

domingo, 21 de outubro de 2007

Love in the afternoon...

Acordou, mal abriu os olhos e já pensou em correr. 'Não vai dar tempo!' era tudo o que se passava pela sua cabeça. O trabalho, a prova na faculdade, o almoço marcado há dias, a reunião que surgira já tarde, no dia anterior. Olhou para o lado e viu aquela criaturinha linda e indefesa, sorriu e tentou acordá-lo com um beijo. Nada, nada nesse mundo valeria o esforço, não fosse aquele sorriso sonolento no início de tudo. Contemplá-lo valia qualquer pena, mas ainda precisava correr.
O café da manhã numa loja de conveniência, pra aproveitar o tempo enquanto o tanque do carro era abastecido, o jornal lido entre um sinal de trânsito e outro, o bom dia pelo celular, dado pela menina que mora longe, mas que guarda sua voz, seus traços e seu amor, pra lembrar como são parecidas e como o espaço não nos separa dos nossos. A dificuldade pra estacionar no Centro, a falta de paciência com a imperícia alheia, a vontade de resolver tudo por todos e a resignação de quem compreende seu papel no mundo. Vida que segue.
Os diversos telefones sobre a mesa indicam quem pede um tempo pra chamar de seu. A mãe que quer repetir, como um mantra, tudo o que já disse no dia anterior, o amigo insistindo no boliche no fim da tarde, duas reuniões que exigem sua presença, felicitações pelo trabalho bem feito e o bem-me-quer, que ligou e deixou recado de voz, que fez com que ela parasse pra ouvir sua voz e se perdesse no monte se sentimentos sem sentido, na vontade de se materializar ao seu lado e de sentir o cheiro que a faz sentir em casa, o toque que lhe remete ao Paraíso, e ver o rosto que a aproxima de Deus. A compreensão de que o tempo é o que queremos e que o espaço é só uma barreira que se pode transpôr a encoraja, ela retorna a chamada e os dois combinam se encontrar no cinema. Um fim perfeito na rotina do dia, anseios satisfeitos, amor em doses generosas...




Sally.